IEEE Women in Engineering

UNICAMP

IEEE
November 3rd, 2014

No último dia 24 de outubro, dentro do contexto do projeto STAR, o IEEE WIE Unicamp ofereceu uma oficina de programação Android mais de 100 alunos do colégio Liceu Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora de Campinas. A oficina foi um grande sucesso graças à participação fundamental dos voluntários e à grande receptividade do colégio Liceu, que abriu suas portas para esse projeto piloto. Durante as duas horas de oficina os alunas e alunos foram apresentados à plataforma MIT App Inventor e foram guiados na programação de um aplicativo de “Bola de Cristal” para celular. A oficina foi oferecida para todos os alunos e alunas de 9° ano do Ensino Fundamental II. Para as turmas de meninas, além do encorajamento para a exploração de atividades técnicas ou de computação, divulgou-se também oportunidades especiais de competições de aplicativos, como o Technovation Challenge.

Você gostaria de levar essa oficina para a escola que você trabalha ou para a escola de seus filhos?

Entre em contato conosco pelo e-mail: paula.costa@ieee.org

From Projeto STAR, Oficina de Programação Android no Colégio Liceu (Outubro, 2014)

November 1st, 2014

Quando se olha para o século passado, o pensamento comum é de que as mulheres não tinham nenhuma relação com  a ciência, ou de que caso se tinha, seria muito pouca. Porém, um estudo mais detalhado do assunto feito pela historiadora Mariana Moraes de Oliveira Sombrio comprova justamente o contrário.

A participação das mulheres em expedições científicas no Brasil foi muito maior do que era de se esperar, mas encontrar estes registros e analisar os dados não é uma tarefa simples. Mariana Sombrio iniciou seu estudo sobre as mulheres cientistas em sua iniciação científica e agora, no doutorado, a sua tese ajudará a preencher esta lacuna na história feminina na ciência.
Mariana desenvolveu a pesquisa “Em busca pelo campo: ciências, coleções, gênero e outras histórias sobre mulheres viajantes no Brasil em meados do século XX”  sob a orientação da professora Maria Margaret Lopes, junto ao Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT), do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp.

Em sua iniciação científica e em seu mestrado, ela estudou Bertha Lutz, a qual ficou conhecida na história brasileira por sua militância feminista, mas que era também cientista, faceta pouco abordada – ela tinha os diplomas de botânica e de zoóloga, trabalhando com ciências naturais.  Ao pesquisar  a documentação do CFE (Conselho de Fiscalização de Expedições Artísticas e Científicas do Brasil), referente ao período de 1933 a 1968, Mariana Sombrio levantou as fichas de 38 mulheres que solicitaram licenças para expedições, antevendo nesses registros o mote para o seu doutorado: entender as condições, fatores e estratégias com que elas se inseriram nas práticas de campo. “A maioria era de estrangeiras, como americanas do Instituto Smithsonian e da Universidade de Columbia, bem como da Europa, poucas latino-americanas e também brasileiras autônomas (aquelas vinculadas a instituições como Butantan e Manguinhos não precisavam da autorização)”.
Segundo Mariana, as expedicionárias deste período viveram em ambientes majoritariamente masculinos, mas várias delas produziram pesquisas consistentes e estabeleceram relações com a comunidade científica, numa atuação que ia muito além do papel de assistentes, geralmente reservado a elas.

Em sua tese, três cientistas estrangeiras foram destaque e por isso tiveram um capítulo exclusivo dedicado para cada uma. Estas fizeram do Brasil seus campos de pesquisa: Wanda Hanke, austríaca com formação em medicina, direito e filosofia, que decidiu realizar o sonho da etnologia aos 40 anos de idade, estudando indígenas do Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina, até morrer na cidade de Benjamin Constant (AM); a zoóloga americana Doris Cochram, que veio sozinha para estudar sapos, mas com a ajuda preciosa de Bertha Lutz; e Betty Meggers, arqueóloga também americana que, invertendo os papéis, conquistou fama com uma produção que superou a do marido também arqueólogo.

Mariana Sombrio foi destaque no Jornal da Unicamp (Edição 608) e a matéria publicada sobre o seu estudo contém um resumo da trajetória destas três mulheres.

Para saber com mais detalhes o desenvolvimento de sua pesquisa, bem como a história destas três estrangeiras acesse o link da notícia:  As ‘aventureiras’ que desbravaram o país pela ciência.


October 25th, 2014

A Maratona de Aplicativos é um concurso entre estudantes brasileiros ou naturalizados brasileiros do Ensino Médio no qual os participantes deverão criar aplicativos que possam melhorar a vida deles como alunos, sua escola ou a educação no Brasil.
A competição, organizada pela FIAP em parceria com a Google, está em sua segunda edição e a anterior foi um sucesso!

Os estudantes devem formar grupos de 3 a 5 participantes, sendo que o aplicativo deve ser desenvolvido na plataforma MIT App Inventor Versão 2 e cada grupo só pode enviar um aplicativo.

Além da competição, pessoas que não podem participar poderão organizar seu próprio Hackday para estimular os estudantes ainda mais a trabalhar em grupos por todo o processo de criação de um aplicativo, desde a geração de ideias, programação de aplicativos e até a apresentação de seus protótipos.

Os integrantes dos três grupos vencedores receberão ótimos prêmios e a propriedade intelectual do aplicativo desenvolvido é de 100% do grupo.

E você? Já se inscreveu?
Não perca tempo! Os aplicativos só poderão ser enviados até o dia 7 de novembro.

Para maiores dúvidas a respeito da competição, acesse o FAQ da Maratona de Aplicativos.


October 15th, 2014

IEEE WIE Unicamp e Prefeitura Municipal de Campinas convidam para o I Seminário Mulheres no Mundo dos Negócios e da Tecnologia

 

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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo realiza na próxima terça-feira, 21 de outubro, o I Seminário Mulheres no Mundo dos Negócios e da Tecnologia, encontro que busca discutir a promoção da igualdade de oportunidades para as mulheres no mercado de trabalho. O local será o Ciesp Campinas, entidade parceira na promoção do evento juntamente com a Sanasa, o IEEE WIE Unicamp e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

O seminário começa às 15h e vai até às 19h15. Estarão participando do Seminário gestoras públicas, executivas, pesquisadoras e especialistas que apresentarão a realidade de suas organizações e o desafio encontrado em suas carreiras. Entre as palestrantes estarão Paula Carvalho, Gerente Regional Ciesp Campinas, Alexandra Caprioli, Diretora de Turismo de Campinas e Heloisa Covolan, Coordenadora de Responsabilidade Social Itaipu Binacional.

Ao final do encontro, será elaborada a ‘Carta de Campinas com Políticas Públicas para as Mulheres e sua inserção ativa no mercado de trabalho’. O objetivo é entregar o documento para o prefeito Jonas Donizette e outras autoridades da cidade, como forma de estabelecer diretrizes para a valorização profissional feminina.

Data: 21 de outubro

Horário: das 15h às 19h15

Local: Ciesp Campinas – rua Padre Camargo de Lacerda, 37 – Jardim Chapadão

A prefeitura planeja disponibilizar um ônibus para levar os inscritos da Unicamp ao evento, e depois de volta à Unicamp. Pedimos aos interessados em utilizar este transporte, que se inscrevam através do link http://goo.gl/forms/zI8nbd4oaV

Confira a programação em: http://campinas.sp.gov.br/governo/desenvolvimento-economico/seminario-mulheres-neg-tec-2014.php

Inscrições gratuitas, por meio do site:

http://www.eventick.com.br/mulheres-no-mundo-dos-negocios

Mais informações: smdes.desenvolvimento@campinas.sp.gov.br ou pelo fone (19) 2116-0715


September 27th, 2014

Anita Borg, uma inspiração para todas as mulheres até hoje, sempre mostrou a necessidade de abraçar a tecnologia, e não de temê-la. Sua carreira priorizava a entrada de mulheres e de minorias na área tecnológica, além disso ficou muito conhecida pelo lema de que a tecnologia tem que trabalhar pelas pessoas, e não as pessoas pela tecnologia. Este é o perfil da instituto que recebe o seu nome: Anita Borg Institute.

Nascida em 17 de janeiro de 1949, Anita teve seu primeiro contato com um teclado de computador em torno dos 20 anos, ao ponto de se dedicar ao estudo e à tecnologia. Em 1981 ela se tornou Ph.D em Ciência da Computação pelo Courant Institute at New York University e desde então iniciou uma carreira de pesquisa brilhante para alguns dos gigantes comerciais de seu setor.

Durante uma conferência sobre tecnologia (1987), ela percebeu que era a única mulher na platéia e iniciou a luta pela aparição das mulheres na área da tecnologia. A partir disso, ela iniciou a lista de e-mails Sisters, em 1987, que conseguia mentores para auxiliar as mulheres que trabalhavam com computação. Anita foi uma das fundadoras do Grace Hopper of Women in Computing (1994), inspirada na cientista Grace Murray Cooper, e que atualmente é a maior conferência de mulheres na área de tecnologia de todo o mundo. Bem como fundou o Institute for Women and Technology (1997), o qual englobava seus esforços anteriores e começava novos programas, parcerias e iniciativas para incluir as mulheres em todos os aspectos da tecnologia. Em 1999, o presidente Clinton designou a cientista para dirigir a Comissão sobre a Promoção da Mulher e Minorias em Ciências, Engenharia e Tecnologia (CAWMSET) e em 2002, ela recebeu o Prêmio Heinz de Tecnologia, da Economia e do Emprego.

Anita faleceu em 6 de abril de 2003, na Califórnia, mas deixou um exemplo de luta e conquista maravilhoso para nós, mulheres da computação e engenharia! Ela é responsável pela inclusão das mulheres na revolução tecnológica – não como espectadoras, mas como participantes ativas e líderes.

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September 10th, 2014

Lamentamos informar que por motivos de força maior, a Profa. Cecilia Baranauskas não poderá comparecer à palestra do WIE anteriormente agendada para hoje, Quarta-Feira, 10/09/2014 nas dependências da FEEC.

Contamos com a compreensão de todos.


September 5th, 2014

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August 27th, 2014

No último dia 13 de Agosto, aconteceu durante a SECOMP Unicamp 2014  o debate Mulheres na Engenharia. Em sua mesa de discussão estiveram presentes: Prof. Siome Klein Goldenstein (Diretor Associado do IC/UNICAMP), Christiane Andrade (DELL), Profa. Juliana Freitag Borin (IC/UNICAMP) e a chair do WIE-UNICAMP e doutoranda da FEEC/UNICAMP, Clarissa Loureiro.

À partir da esquerda, Profa. Juliana, Prof. Siome, Christiane e Clarissa.

À partir da esquerda, Profa. Juliana Borin, Prof. Siome Goldenstein, Christiane Andrade e Clarissa Loureiro.

O debate foi moderado por Paula Costa (FEEC/UNICAMP) que iniciou o dia apresentando dados e estatísticas sobre a participação feminina nas carreiras STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), no Brasil e no Mundo.

Três perguntas principais foram colocadas aos participantes:

  • como atrair mais garotas para as carreiras de ciências e engenharia?
  • como manter motivadas e reter as alunas de graduação destas carreiras?
  • como reter e promover o desenvolvimento das profissionais nas carreiras STEM.

Ao final do debate foi realizado um resumo das ações sugeridas pelos presentes. CONFIRA!!!

Atração de Mulheres para as Carreiras STEM

  • Atenção à polarização da sociedade nas questões de gênero que se manifesta, por exemplo, na diferenciação desde  tenra infância de brinquedos “para meninas” e brinquedos “para meninos”, na linguagem e nos comportamentos que são considerados adequados ou não “para meninas”.
  • Atuar no ensino fundamental e médio por meio de ações que promovam o contato precoce com as áreas tecnológicas, esclarecendo o papel e os aspectos positivos dessas carreiras.
  • Promover ações com familiares para que eles incentivem e apoiem suas filhas no momento da escolha profissional por uma carreira da área de tecnologia.
  • Dar visibilidade a mulheres que seguem essas carreiras.

Retenção das Mulheres nos cursos de Engenharia e Exatas

  • Envolver mulheres na criação dos currículos acadêmicos.
  • Promover atividades com menor foco na competição e maior foco na colaboração.
  • Garantir que as oportunidades acadêmicas sejam igualmente acessíveis para homens e mulheres.
  • Investir em programa de mentoria institucional e prover ambiente que favoreça mentorias informais e o networking com profissionais já formadas.
  • Sensibilizar professores e lideranças masculinas sobre a importância do exemplo.
  • Trabalhar a aceitação da diversidade.
  • Incentivar interação entre alunas e profissionas como a que acontece, por exemplo, durante a conferência Grace Hopper.

Retenção das Mulheres nas Carreiras de Tecnologia

  • Promover o apoio entre colegas “mulheres”.
  • Dar visibilidade às mulheres bem sucedidas em suas carreiras e engajá-las no desenvolvimento de suas colegas.
  • Tornar claras as perspectivas de sucesso através de profissionais-modelo.
  • Promover a visibilidade sobre como a carreira impacta e ajuda a vida das pessoas.
  • “As mulheres podem tudo, mas não tudo ao mesmo tempo.”

June 5th, 2014

A reportagem da Revista Pesquisa FAPESP  “Matéria Desvendada” (Abril, 2014), começa com uma história bastante conhecida na ciência:

“A dupla hélice como representação do DNA é uma das imagens mais conhecidas produzidas pela ciência do século XX. A descoberta da estrutura da molécula ocorreu em 1953 em boa parte graças ao trabalho da biofísica Rosalind Franklin, que usou a técnica de difração de raios X para obter a imagem. A história é conhecida: Francis Crick e James Watson usaram os dados de Rosalind – sem o conhecimento e aprovação dela – e escreveram o artigo pioneiro em 1953, publicado na revista Nature. A “foto” do DNA feita pela pesquisadora inglesa é uma das vedetes da cristalografia, cujos métodos experimentais e teóricos começaram a ser desenvolvidos em 1895 com a descoberta dos raios X pelo alemão Wilhelm Röntgen. A Unesco reconheceu a importância desta ciência básica e instituiu 2014 como o Ano Internacional da Cristalografia.”

E ninguém melhor para falar sobre essa história e o Ano Internacional da Cristalografia, do que a Profa. Dra. Iris Torriani, do IFGW da Unicamp. De origem argentina, a Profa. Dra. Iris Torriani chegou à Unicamp em 1975 e formou um grupo voltado ao estudo dos defeitos cristalinos. Tem experiência na área de Física, com ênfase em Física da Matéria Condensada, atuando com cristalografia de materiais orgânicos e inorgânicos; difração e espalhamento de raios X na área de materiais nanoestruturados e biomateriais; instrumentação para radiação de síncrotron;  estudo estrutural de macromoléculas, polímeros  e sistemas biológicos. Foi responsável pela construção e coordenação de duas linhas de luz do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). Possui mais de 132 trabalhos publicados em periódicos com seletiva política editorial e é Bolsista de Produtividade em pesquisa do CNPq – Nível IB.

DATA: 10/03/2014, Terça-Feira

HORÁRIO: 12:30h

LOCAL: Sala da Congregação, FEEC (Piso Térreo)

 

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May 25th, 2014

Semana passada o grupo IEEE WIE Unicamp ganhou o prêmio anual do IEEE de melhor grupo de afinidade WIE do mundo!

Esta notícia foi recebida com muita alegria e é, sem dúvidas, um prêmio conquistado com muito esforço, dedicação e carinho aos projetos e atividades desenvolvidos desde 2010, quando o grupo foi fundado.

O IEEE Women in Engineering é a maior organização profissional do mundo dedicada a promover mulheres engenheiras e cientistas e inspirar garotas ao redor do mundo a dirigirem seus interesses acadêmicos para uma carreira em engenharia. Em 2014, a organização comemora 20 anos!!!

Para se entender a importância deste prêmio, existem atualmente, 355 grupos WIE espalhados pelo mundo divididos entre as 10 regiões geográficas do IEEE.

Os critérios de seleção para o prêmio foram:

  • Qualidade das atividades e programas patrocinados e co-patrocinados pelo grupo;
  • Quantidade de atividades e programas;
  • Número de participantes em reuniões regulares e outras atividades e programas;
  • Demonstrações de programas de extensão para jovens mulheres;
  • Número de pessoas atingidas com os programas;
  • Comunicação com seus membros;
  • Crescimento do número de membros obtido pelo grupo;
  • Website do grupo.

Dentre as atividades de destaque que o IEEE WIE Unicamp promove destacam-se:

Carregamos a convicção que podemos ainda muito mais e que trabalhar para que mais mulheres e jovens sejam bem sucedidos e se sintam atraídos pelas carreiras de ciências, tecnologia e engenharia é trabalhar por um Brasil melhor!

A força do IEEE e do IEEE WIE Unicamp está nos seus voluntários: esta comunidade vibrante, de profissionais das mais diversas áreas que diariamente trabalham para avançar a tecnologia em benefício da humanidade.

Seja você também um membro IEEE e torne-se um voluntário ou uma voluntária IEEE WIE Unicamp!

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